segunda-feira, 30 de maio de 2016
Título original: Por Você Eu faço Tudo 
Autor: Elizabeth Bezerra
Série: New York 03
Editora: Bezz
Ano: 2014
Comprar: É possível compra no site www.amazon.com.br


Resenha:

Sofrência… não sei o que escrever sobre Richard e Paige sem parecer piegas. É obvio que é um dos casais mais quentes e loucos que já li. Por isso e muito mais, é um livro delicioso, com milhões de cenas divertidas, hot e porque não dizer comoventes. Básico, básico… tô sofrendo para escrever sem dar um monte de spoiler.

Vamos lá, um casal de personalidade forte, já conhecemos Paige dos volumes anteriores, então já sabemos o que esperar da surtada e única amiga de Jenny. Em compensação não temos muitas informações sobre o lindo e rico Richard. Meu bem, aí é que as coisas começam a ficar good.

Neste livro teremos uma ideia de quem Richard é realmente. Porque ele contratou Paige para fingir sua noiva, e como essa relação chefe e empregada evoluiu para algo muito mais hot. Além é claro, de descobrir sobre o passado de Richard e de Paige. Também há spoiler do próximo livro da série Protegida Por Mim.

Lamento a falta de inspiração, mas não posso deixar de dizer que é um texto:

RECOMENDADÍSSIMO!!!  



Contra Capa:

Uma proposta irrecusável... 

Um desejo de vingança... 

E uma reviravolta surpreendente!

Richard Delaney é um rico, bonito e metódico engenheiro. Sua família é uma das mais tradicionais de Nova York. Sua vida parecia perfeita até voltar de viagem e encontrar sua noiva com outro. Agora está furioso e decide revelar o bad boy que existe nele. Começaria apresentando como noiva a linda e impertinente dançarina de pole dance Paige Fisher.

Paige não acredita no amor. Um dia após chegar do trabalho descobriu que seu namorado havia vendido todas as suas coisas, levado dinheiro do aluguel e fugido com sua melhor amiga. Para ela o amor era para tolos. 
sábado, 28 de maio de 2016
Título original: Come Lie With Me
Título: Desperte Comigo
Autor: Linda Howard
Tradução: Celina Romeu
Editora: Harlequin
Ano: 2012
Comprar: É possível compra no site www.amazon.com.br


Resenha:

A Linda Howard nunca me decepcionou, os textos da autora são sempre elaborados e coerentes, não há do que reclamar. 

É uma garantia de uma ótima leitura e entretenimento.

Amei cada linha de Desperte Comigo, emocionante, revelador e principalmente romântico. 

Mocinho perdido em ressentimentos e dor, não quer fazer fisioterapia para voltar a andar. 

Mocinha linda, sensual e fisioterapeuta. Perdida em falsas ideias e traumas do passado. 

A irmã e o cunhado junto com as empregadas do mocinho são figuras à parte. 

É ótimo e ao mesmo tempo é lindo. 

As descobertas que os dois fazem juntos, primeiro o medo, depois, vão se permitir, o amor acontece naturalmente. 

É maravilhoso...

RECOMENDADÍSSIMO!!!



Contra Capa:

Desperte Comigo


O amor deles sobreviveria à dura realidade?

O acidente que deixou Blake temporariamente sem sentir as pernas também havia roubado sua vontade de viver. Seria necessário uma mulher cuja alma estivesse tão paralisada quanto a dele para trazê-lo de volta à vida. Dione Kelley era sua última chance... Ela sabia disso, e entendia o desafio que o caso dele apresentava. No entanto, o que ela não imaginava era que, ajudando Blake a superar a desilusão e recuperar as forças, ela pudesse expor as próprias dores e despertar a cura de si mesma… 

quinta-feira, 26 de maio de 2016
Título original: Minhas tudo: Incluindo sexo, drogas e rock and roll. E umas mulheres peladas.
Autor: Mario Prata
Editora: Objetiva
Ano: 2001
Comprar: Nos seguintes sites: Amazon, Americanas, Submarino, Livraria Saraiva, Livraria Cultura e Livraria Folha


Resenha:

Para várias só um pouquinho, fico mega dividida e preocupada quando vou escrever sobre qualquer livro do Mario Prata. Sou tão apaixonada por seus livros que sempre penso que não vou conseguir expressar em palavras: o quanto o livro é maravilhoso e divertido. Sempre fico me martirizando!

Mesmo assim, vamos lá!! É uma leitura simplesmente deliciosa como sempre, são crônicas do cotidiano, mas como já era de se esperar não é só isso, são história descritas por objetos, manias, maluquices, obsessões e muito mais. Cada título começa: Minha…: Minhas livro, Minhas letra, Minhas cartório, Minhas joelho e segue assim até o fim, com os tópicos mais loucos. É um texto simples onde Mario consegue mesclar assuntos triviais com as obras de Dostoiévski ao controle remoto.

Tudo com muita naturalidade, muito humor, simplicidade, honestidade e de forma direta. Na realidade o autor está rindo de si mesmo e nós vamos na onda e rimos juntos, porque é obvio que nos identificamos com o que foi escrito, pensamos: Como pode? Acontece a mesma coisa comigo… e rimos de nós mesmos também.

É assim, Minhas tudo é uma coletânea de crônicas do cotidiano, deliciosa e divertidíssima. Uma leitura leve e por isso maravilhosa, não deixe de ler.  

RECOMENDADÍSSIMO!!!! 



Contra Capa:

Quantas histórias um objeto pode conter? Como quem faz um inventário de si mesmo, Mario Prata enumera delícias e tragédias do cotidiano através do seus objetos pessoais.

Minhas Tudo reúne obsessões íntimas e também manias coletivas, que alimentam uma máquina alucinada de prazeres, fobias e hábitos do nosso dia-a-dia.         

domingo, 22 de maio de 2016
Título original: Impetuous
Título: Coração Dividido
Autor: Lori Foster
Tradução: Vera Vasconcellos
Editora: Harlequin
Ano: 2012
Comprar: É possível compra nos sites: www.harlequinbooks.com.br e www.amazon.com.br ou em uma boa banca de jornais.


Resenha:

Mais uma autora que nunca decepciona, seus textos sempre  são maravilhosos. Lori Foster tem uma forma sensual e realista de apresentar seus personagens, acredito que suas mocinhas são as melhores, não que os personagens masculinos sejam deixados de lado ou não trabalhados na mesma intensidade que as personagens femininas. 

A questão é que na maioria dos romances o personagem feminino da o tom da história, mesmo quando a mocinha é "dependente" emocional, mesmo assim, o personagem feminino leva o enredo até o fim. No caso, nos romances de Lori as mocinhas são diferentes, sempre fortes e decididas, e nos arrebatam já nas primeiras páginas.   

De cara me encantei com a mocinha, apesar de um passado traumático e a falta de confiança. Ela em momento algum é covarde, sempre enfrenta as situações de frente.

Ela nunca evita um confronto. Adorei todas as atitudes que personagem toma durante a história, principalmente a última. Sou fã da Carlie e de sua forma de colocar o atrevido e gostosão Tyler em seu devido lugar.

ADORO!!!

RECOMENDO!!!



Contra Capa:

Coração
Dividido


Ao menos para uma festa a fantasia a professora Carlie McDaniels aceitou trocar seu visual sem graça por uma sexy indumentária de odalisca com um misterioso véu cobrindo seu rosto, menos os olhos. Logo atraiu a atenção de Tyler Ramsey, um homem alto, moreno, lindo, rico... Mesmo depois da melhor noite de suas vidas, Tyler não consegue descobrir a identidade daquela mulher ardente e apaixonante... e Carlie decide deixá-lo sem saber! Afinal, ele jamais poderia se apaixonar por uma conhecida, e ela não está certa se deseja saber as consequências caso ele descubra a verdade nua e crua!

“(Uma autora) conhecida pela sua
escrita divertida e sexy!” - Booklist 
quarta-feira, 18 de maio de 2016
Título original: Diana Caça os Fantasmas
Autor: Juraci Coutinho
Série: Diana 04
Editora: Ediouro
Ano: 1976
Comprar: Infelizmente só nos sebos.


Resenha:

Para quem era adolescente na década de 70, provavelmente o mais divertido e instigante que se tinha para ler deveria ser as séries de mistérios e aventuras que a Ediouro lançou nesta década. Uma infinidade de títulos que traziam heróis jovens e destemidos, que solucionavam qualquer mistério ou situação adversa. 

Nesta série temos Diana, a loirinha brasileira, com cara de anjo realçada pelos belos olhos azuis, que só tem dezenove anos. E que está sempre pronta pra utilizar seus talentos no judô e karatê e assim desvendar os mistérios com que se depara em suas aventuras.

Neste volume nossa heroína vai para a cidade histórica de Ouro Preto, contratada como interprete por pesquisadores estrangeiros. Na cidade mineira Diana se depara com misteriosos fantasmas, que estranhamente estão roubando obras de arte, objetos de valor e levando pânico a população. Obviamente Diana vai entrar em ação e descobrir o que realmente está acontecendo.

RECOMENDO!!!!



Contra Capa:

Diana chega à histórica cidade de Ouro Preto, onde iria servir de cicerone a um casala de franceses e a uma italiana, que a acompanhavam. Mas na cidade mineira surgem também os misteriosos “fantasmas” que, além de levarem o pânico a suas vítimas, roubam-lhes objetos de valor. E a partir daí, Diana entre em ação e, perseguida pelos terríveis espectros, acaba fazendo descobertas surpreendentes.        

sábado, 14 de maio de 2016
Título original: Loving Evangeline
Título: Amando Evangeline
Autor: Linda Howard
Tradução: Heitor Corrêa
Série: Duncan Cannon 02
Editora: Harlequin
Ano: 2012
Comprar: É possível compra nos sites: www.harlequinbooks.com.br e www.amazon.com.br ou em uma boa banca de jornais.


Resenha:

Não canso de repetir, que Linda Howard, nunca escreveu uma história ruim, até hoje não me decepcionou. Não sei como ela consegue, mas os livros são sempre uma surpresa agradabilíssima.

É obvio que há semelhança em todos os seus livros, mas estas são irremediavelmente sutis. Como por exemplo, toda as mocinhas são extremamente femininas, sem deixarem de ser confiantes e determinadas. Já os mocinhos são básicos, por mais que sejam sofisticados na superfície, mas são no intimo primitivos, másculos e possessivos. E por fim totalmente apaixonastes. 

Robert por exemplo, depois que perdeu a carapaça se mostrou um homem totalmente incrível. Tudo que ele diz, da página 277 há 280 é tão machista e ao mesmo tempo é tão importante pra Evie.

Evie é maravilhosa, sincera, decidida, realista e verdadeira com seus sentimentos. É impossível para Robert não se apaixonar

RECOMENDADÍSSIMO!!!



Contra Capa:

Amando Evangeline 

Sob suspeita…

Não havia dúvidas de que Evie Shaw estava por trás da conspiração que ameaçava a empresa de informática de Robert Cannon. Por esse motivo, ele pretendia investigá-la pessoalmente. Mas ao decidir aproveitar um longo e quente verão sulista perto de Evie, Robert começou a reavaliar suas suspeitas, pois fora dominado pela paixão por uma mulher tão perigosa quanto o pecado... 


“Linda Howard é um talento extraordinário cujos romances
inesquecíveis são ricamente temperados com irradiante
sensualidade e suspense de alta voltagem.” 
-Romantic Times BOOKreviews
quinta-feira, 12 de maio de 2016
Título original: Seduzida Por Ele
Autor: Elizabeth Bezerra
Série: New York 02
Editora: Bezz
Ano: 2014
Comprar: É possível compra no site www.amazon.com.br


Resenha:

Nossa!!!! Muito melhor que o primeiro livro da série. Como já disse anteriormente a autora sabe o que faz, tem os personagens na mãos. Jenny e Neil estão de volta muito mais apaixonados que antes.

Para variar só um pouquinho teremos muitos conflitos, paixões, casamentos, traições, desentendimentos e muitas outras situações marcantes que faram deste segundo volume ser ainda mais apaixonante que anterior.

É obvio que se tem muito mais em jogo do que se tinha anteriormente, além do amor qque um tem pelo outro, muitas verdades veem atona, o casal vai ter que rebolar para colocar um fim aos conflitos e desentendimentos entre os dois e entre as pessoas que estão a volta desta família.

Sim, agora todos são uma família, Paige e Richard, Penélope e Adam, Jenny e Neil e a pequena e adorável Anne. Infelizmente Sophia continua a atormentar a todos, mas acredito que seu tempo de loucura e maldades estão chegando ao fim.

Para finalizar é sem dúvida uma ótima leitura:

RECOMENDADÍSSIMO!!!



Contra Capa:

Sinto que estou presa em um daqueles pesadelos que me assolaram por toda a vida. Sabe aquele tipo de pesadelo que você grita, chora e corre sem direção? Onde ninguém é capaz de lhe ouvir ou ajudar. Um sonho terrível que faz todos os meus ossos gelarem e quando eu acordo estou soando frio.” –  Jennifer Connor 

Neil e Jennifer se apaixonaram perdidamente, a paixão entre eles foi instantânea e avassaladora. Quando tudo parecia estar bem à amarga realidade os separou. De volta da escuridão Jennifer descobre que o homem que mais ama é reflexo do que mais odiou. O amor será suficiente para que fiquem juntos apesar de todos os traumas e marcas do passado? 

Um romance que irá prender você do inicio ao fim e que o fará se perguntar quanta dor o amor é capaz de suportar.
sábado, 7 de maio de 2016
Título original: Mistress To Her Husband
Título: Outra Vez...
Autor: Penny Jordan
Tradução: Gracinda Vasconcelos
Série: Encontrando Um Amor 02.2 
Editora: Harlequin
Ano: 2013
Comprar: É possível compra nos sites: www.harlequinbooks.com.br e www.amazon.com.br ou em uma boa banca de jornais.


Resenha:

Uma belíssima história de amor. É indiscutível que Kate e Sean se amam incondicionalmente, um amor para sempre, mesmo com todo esse amor eles não conseguem permanecer juntos, isso é totalmente frustrante.

Ainda pior é saber que eles se separaram porque Sean a amava demais e não queria que Kate sofresse no futuro ou que chegasse ao ponto de odiá-lo por algum motivo qualquer que no pensamento valesse a pena.

Compreendo todos os medos de Sean, até consigo entender suas razões e seu grande amor por Kate, mas mesmo assim lá no fundo sei que ele também temeu ser rejeitado e por isso resolveu acabar com sua maravilhosa história de amor.

É obvio que ele cometeu o erro de não acreditar em si mesmo e no grande amor de Kate por ele. Agora, anos depois ele ainda não consegue perceber a burrada que fez. O ciúme e a frustração não o deixam raciocinar com clareza, e isso só complica ainda mais seu possível envolvimento com essa nova Kate.

Pela segunda vez ele pode colocar tudo a perder, porque seu orgulho e o ciúme o deixam cego. Mas Kate não é mais aquela jovem inexperiente que se deixou levar pela vida, hoje é uma mulher que luta e segue em frente. Será que ela vai conseguir convencer que Sean que eles podem ser felizes juntos?

RECOMENDADÍSSIMO!!!!



Contra Capa:

OUTRA VEZ…

Amante do próprio marido?

Kate chega para mais um dia de trabalho e é recebida com uma bomba! O novo diretor é ninguém menos que seu ex-marido! Sean, um executivo bilionário, ainda sofre com o fim do casamento. Mas quando a vê, sente reacender a atração física com um simples toque. É apenas uma questão de tempo para que Kate durma com o chefe, e se torne amante do próprio marido!
quarta-feira, 4 de maio de 2016
Título original: A Volta de Ubaldo, o Paranoico: Uma antologia histórica 
Autor: Henfil
Editora: Geração
Ano: 1994
Comprar: Nos seguintes sites: Amazon, Americanas, Submarino, Livraria Saraiva, Livraria Cultura e Livraria Folha


Resenha:

Sou fã incondicional do Henfil, acredito que ele foi o maior gênio criativo que nasceu neste país, que infelizmente não varioliza nada e ninguém. Para quem não sabe Henfil era mineiro e morreu com apenas 43 anos em decorrência de uma transfusão de sangue onde contraiu o vírus da AIDS (tudo devido sua hemofilia). Antes desta tragédia, Henfil foi um dos maiores cartunistas e quadrinista do Brasil, além é claro de ser um excelente jornalista e escritor.

Para as pessoas, sem memória, que pedem a volta dos militares nas manifestações, as mesmas deveriam observar toda a obra do Henfil para ter uma ideia de como aquele período representou para nossa população e para a liberdade individual e coletiva. A ditadura militar foi um momento horrível de nossa história no século passado e Henfil ficou marcado por sua atuação nos movimentos sociais e políticos. Sim, foi um homem que passou a vida toda lutando e defendendo o fim do regime ditatorial.

O que dói é perceber que toda as pessoas que lutaram e morreram para por fim a ditadura militar, hoje tem suas memórias desrespeitada por um bando de ignorante, sem cultura politica e social. Sem mencionar a traição de alguns, que diziam lutar pela igualdade, para o bem comum, e hoje são os corruptos da esquerda brasileira. Isso só foi uma breve noção de quem foi Henfil, ainda pretendo ler sua biografia para compreender esse gênio.

“A Volta de Ubaldo, o paranoico: Uma antologia histórica”, é o medo do personagem principal e de muitos leitores, na época, do retorno do regime militar, um regime de exclusão, onde os direitos civis eram descartados como se nenhum ser tivesse direto a nada, imagine essa garotada de hoje enfrentando os militares? O Ubaldo temia muito mais que tudo a famosa “Abertura” (fim do regime e início da liberdade política) fosse um armadilha do regime, por isso toda a paranoia do personagem.

É obvio que na maioria das vezes o texto pode estar datado, mas é de suma importância ter um um olhar sobre Ubaldo e analisar aquele período com muita atenção, para que não voltemos 40 anos atrás, pois o personagem foi criado em 1975.

RECOMENDADÍSSIMO!!!!



Contra Capa:


“Morro, mas meu desenho fica”
Henfil



Sinopse:

Paranoia
necessária

Ubaldo, o Paranoico, esta fantástica criação do grande Henfil, é o retrato tragicômico de uma era de experiências amargas, que um dia fomos obrigados a viver e devemos renegar com todas as forças, sempre.

É importante refletir sobre este personagem. A democracia ainda está se consolidando no Brasil e ninguém quer a volta do autoritarismo e os desvios que ele resultam: o desrespeito aos direitos humanos, as prisões arbitrárias, a tortura, a eliminação física dos adversários. (*Este paragrafo te lembra o quê? Situações que nos foram relatados pelos noticiários de Tv, o caso Amarildo ou aquela mãe que foi arrastada pelo o carro da policia numa favela no Rio de Janeiro. Gente, isso porque estamos em 2016 e vivemos numa democracia, segundo consta vivemos num estado de liberdade de direitos e deveres. Se isso acontece num regime democrático, imagine se voltarmos regime militar? Povo de Deus, pense, analise e reflita!!!) 

Neste tempo de mudança em nosso país, é preciso lembrar que a prática de tortura e do assassinato de adversários não é ou foi hábito apenas da CIA ou dos militares golpistas latinos americanos ou asiáticos. A barbárie, infelizmente, é um traço cultural da humanidade desde que o homem organizou-se em Estado e passou a se enfrentar por riquezas.

Os hunos e os maias, os romanos e os romenos, os vikings e os normandos, os mouros e os cruzados, os mongóis e os afegãos, os portugueses e os espanhóis, os índios, os nazistas e os stalinistas, entre outros representantes de nossa espécie, torturavam e matavam seus adversários com requintes de violência, do escalpelamento ao empalamento, do garrote vil à fogueira, da cruz à câmara de gás, do tormento chinês pela água ao choque elétrico. 

Ubaldo, o Paranoico, é a vítima arquetípica dessa barbárie. Ele tem um medo ancestral de ser preso. De desaparecer misteriosamente. De ser torturado. De ser morto. O humor negro que sai desses traços, apesar de irremediavelmente datado, em algumas das cenas, é vital para que possamos refletir sobre nosso passado, nosso presente e nossa possibilidade de futuro.

Henfil - que também era paranoico, além de hemofílico - morreu contaminado pela Aids, contraída em transfusão de sangue. Era um intelectual de esquerda, eleitor e militante fanático do PT. (*Imagino como Henfil reagiria com a transformação do PT hoje.) Embora tivesse traços de ternura, quem o conheceu de perto sabe o quanto ele podia ser também injusto, cruel e autoritário. (*Querido, ninguém é perfeito, quando pisam nos meus dedos também sei ser extremamente cruel.)            

Foi, no entanto, um grande criador de nossa cultura. O criador do Fradim, da Graúna e de Ubaldo merece ser lembrado não só pela qualidade universalmente premiada de seu traço, mas também pelo que representa de alerta, de advertência. É por isso que a Geração Editorial vem publicando a coleção completa de seus personagens.

O ser humano é grandioso e mesquinho, quase sempre contraditório. Pode ser, como Cristo ou Marx, anunciador de grandes ideias transformadoras. Em nome delas, pode-se condenar outros seres humanos à morte pela espada ou pela fogueira. Pelo exílio na Sibéria ou pela cremação nos fornos. Pela tortura nos porões do Doi-Codi ou pelo lançamento de corpos no mar.

Vivemos tempos difíceis. É importante que nossa paranoia esteja alerta no ponto certo. Aquele ponto que nos leva a lutar sempre que necessário, pela preservação, pelo menos, de nosso direito de continuar vivos enquanto discordamos daqueles que, pela usurpação, mas também pelo voto, julgam-se no direito de nos eliminar.

Luiz Fernando Emediato
Editor   



Recado:

Ivan Cosenza de Souza

Ubaldo, o paranoico está de volta. E a nossa paranoia, voltou ou continua a mesma?

Neste livro você verá a volta de um personagem excessivamente paranoico, que tem medo de falar, de cantar, de sair na rua, de rir, de discutir. Qualquer coisa que fizesse, implicaria em risco de vida. Meu pai conta isso com seu humor de uma maneira exagerada e totalmente irreal.

Mas será mesmo exagero? Quantas milhares de pessoas foram presas, torturadas, mortas ou simplesmente desapareceram, naqueles tempos? Quantos amigos do tio do vizinho de um irmão de um estudante que não participava da UNE foram presos sem entender porque estavam sendo acusados de serem comunistas ou algo assim? Quantos foram para a cadeia por falar “sou contra”? E quantos morreram por escrever isto?

É, parecia exagerado, mas na verdade o humor que meu pai põe nestes desenhos não faz mais do que amaciar os fatos acontecidos aqui no Brasil, há muito pouco tempo.

Este personagem foi criado em parceria com um grande amigo dele chamado Tárik de Souza, que aceitou nosso convite para fazer a abertura deste livro. Divirtam-se com a leitura, mas não riam muito. Tomem muito cuidado!!!

Rio de Janeiro, dezembro de 1993



Apresentação:

O Parto de Ubaldo,
o Paranoico que Virou Legião

Tarik de Souza

“ O Brasil é a prova de sanidade que o paranoico pode esfregar na cara de seu psicanalista. O paranoico vê um sentido por trás de cada fato. E o sentido nunca é bom, O conjunto de faros e sentidos o persegue, o oprime. Aqui, nenhum fato é isolado, nada é desprovido de mau sentido, toda teoria conspiratória é verdadeira”.

Escritas pelo arguto amigo Arthur Dapieve em sua coluna em O Globo, de 9 de outubro de 1993, estas observações poderiam servir de epígrafe à história do personagem Ubaldo, o paranoico, que Henfil e eu bolamos num fim de semana macabro de 1975. Se o artigo de Dapieve se refere à cadeia de cumplicidade que alinhava as recentes chacinas cariocas ao tráfico de drogas, PC Farias, mais a hecatombe política de F. Collor, o nosso Ubaldo nasceu num clima ainda mais intrigantemente paranoico, porque encoberto pela névoa densa da ditadura.

Tão espessa era a bruma que toda uma geração - a minha e do Henfil - imaginou que era só remover o entulho autoritário que apareceria um país limpim (como diria o mano em seu dialeto mineiro) novo em folha. Pronto para fazer vicejar a tenra plantinha da democracia, de que falava o velho socialista Otávio Mangabeira. Mas qual o quê, uai. Cadê a plantinha, se a cadeia só é feita pra gente pobre?!

Mesmo que o tempo continue parado neste paraíso impune, voltemos ao pretérito ainda não preterido. Fiquei amigo e depois irmão do Henfil (com licença do Chico Mário, do Bentinho e dos outros e outras verdadeiros da grande família Souza) na época áurea do Pasquim. Nos conhecemos num festival de música (ambos jurados; mais ainda não de morte) em Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santos.

Descobrimos afinidades sonoras que logo passaram para a política  e a amizade. Tinha colaborado com algumas edições do chamado período da “gripe” do Pasquim, quando boa parte da redação foi em cana e passei, a convite do Henfil e do Jaguar, a escrever com regularidade num jornal onde eu praticamente só tinha ídolos. Henfil era um deles, até por meu interesse por quadrinhos. Seu desenho de sínteses rápida era a modernidade. E - não apenas a charge - o quadrinho brasileiro deu um salto em altura com o aparecimento de seu trabalho.

Bão, como ele diria, chega de confétis e vamos aos fatos. Até porque quem o conheceu sabe que a convivência com Henfil nunca era pacífica. Ele vivia provocando os amigos naquele clima de guerra pessoal que travava contra a hemofilia. Gostava de cutucar as feridas próximas para ver se movia os comodismos. Ambos nos acusávamos de paranoicos - e não faltavam razões de todas as ordens para que estivéssemos certos. Aos que viverem depois de nós, lembrem-se ao menos do tempo sombrio com que nos defrontamos, diria o velho Bertolt Brecht. E o ambiente de perseguição política facilitava a trama de receios pessoais e transferíveis. Até que resolvemos transformar num personagem de papel e traço essas inquietações comuns. Naquele tempo, os arrastões eram feitos pelos militares, que já manifestavam preferencia tétrica por finais de semana. Muitos amigos desapareceram assim.

Geralmente algum presságio nos avisava deste clima e - quando podíamos - caíamos fora antes. Lembro-me que tomamos a rota de Arraial do Cabo, na região dos Lagos. Peguei minha amigável garrafinha de uísque (o Henfil não bebia por causa da saúde) e nos mandamos com família & tralha, não sem antes passar na casa de um amigo em Laranjeiras. Soubemos que seu nome tinha sido citado numa sessão de interrogatório sob tortura. Era bom que ele sumisse antes que fosse sumido. O personagem paranoico, que já estava esqueletado, apareceu de corpo inteiro no papo, ainda durante a viagem. E, numa curva da estrada que não era de Santos, sei lá porque, achei que ele deveria chamar-se Ubaldo.

Fim de semana na praia, personagem pronto até com algumas textos que imaginei para situações iniciais desenhadas por Henfil, voltamos ao Rio na segunda-feira, pela amanhã. Paramos numa banca para comprar um jornal, que, mesmo sob censura, trazia a notícia devastadora. A paranoia do nosso Ubaldo tinha carimbado seu fundamento real, como no texto recente de Dapieve. Preso na sexta à noite, morrera sob tortura, em São Paulo, o nosso amigo jornalista Vlado Herzog. A parceria individualista de dois atormentados virava legião.     



* são colações pertinentes, pois mostra que o tempo parece não passar...   

segunda-feira, 2 de maio de 2016
Título original: Part Of The Bargain
Título: Ardente Como o Verão
Autor: Linda lael Miller
Tradução: Gracinda Vasconcelos
Editora: Harlequin
Ano: 2012
Comprar: É possível compra nos sites: www.harlequinbooks.com.br e www.amazon.com.br ou em uma boa banca de jornais.


Resenha:

Até então a achava que nunca tinha lido uma história tão cheia de confusões. Mas agora estou liberta deste estigma. Nunca vi dois casais arrumarem tanta confusão juntos.

O casal principal é ótimo e tão cabeça dura, que em alguns momentos fique muito brava com os dois. Tinham tanto prazer em discutir como tinham em fazer amor.

O segundo casal não ficou muito atrás, arrumaram confusões pra si mesmo, como para os outros, mas o final tudo se resolveu de forma gloriosa. 

Definitivamente adoro romances com cowboy.

ADORO!!!!

RECOMENDADÍSSIMO!!!!



Contra Capa:

Ardente como 
o Verão

Lar, doce lar?

Para curar feridas deixadas por um casamento infeliz e a morte de um enteado, Libby Kincaid retornou ao rancho onde fora criada. Porém, ao invés de solidão, ela encontrou Jess Barlowe, sexy, sedutor e louco como ninguém! Durante anos Libby e Jess tiveram uma disputa, e agora boatos sobre a reputação dela pareciam enfurecê-lo ainda mais. Não demora muito para que tantos atritos gerem fagulhas que acendem o fogo de uma forte paixão. Jess não desistiria enquanto Libby não aceitasse ser sua noiva. Infelizmente, Libby sabia muito bem que casamentos não dava garantia de que seu homem fosse confiável... ou que lhe tivesse amor.

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