quarta-feira, 12 de julho de 2017
19:03
| Postado por
Adriana de Jesus Fogaça
Título original: A Grande Arte
Autor: Rubem Fonseca
Editora: Companhia Das Letras
Ano: 1994
Comprar: Somente digital nas livrarias Saraiva e Amazon
Resenha:
Se você gosta de uma trama policial psicológica envolvente, repleta reviravoltas e violência explícita, com personagens típicos do submundo brasileiro e boliviano. Sugiro que você continue lendo está resenha, caso contrário, pare agora!!!
A narrativa mistura linguagem coloquial quase grosseira com uma linguagem erudita onde alguns personagens fazem citações mitológicas, jurídicas, sobre xadrez, uso de facas e muito vinho. Uma loucura sem fim e ao mesmo tempo posse se aprender sobre uma variedade de assuntos e histórias, como já disse uma loucura.
Narrado em primeira pessoa pelo personagem principal, Mandrake, uma figura, advogado, envolvente, sacana, apaixonante, atrevido, cara-de-pau, divertido, abusado, atrevido, cínico, mulherengo e com dom para detetive. Há momentos que você ama e odeia, como qualquer bom personagem realista.
A história está dividida em dua partes, a primeira: a prostituta Gisele, vai ao escritório de advocacia dos sócios Mandrake e Wexler, a moça quer contratar os advogados para defendê-la, ela tentará com uma fita de vídeo chantagear Roberto Mitry, que faz parte de uma facção criminosa. Mas os advogados não aceitaram o caso, principalmente Mandrake.
Alguns dias após o encontro no escritório de advocacia, Gisele é encontrada morta, assim como sua amiga e massagista, Danusa, ambas mortas e com uma marca no rosto, cada uma teve a letra P desenhada na bochecha com uma faca.
A partir destas mortes muitas outras vão se sucedendo, todas parecem estar relacionadas e o advogado-detetive acaba no olho do furação. Depois de sofrer um atentado onde ele é esfaqueado e sua namorada estrupada, Mandrake jura vingança, além é claro de tentar desvendar os mistérios que envolvem tantos assassinatos.
A segunda parte começa com um flashback que explica a origem familiar do chefe da organização. E volta para presente, onde as investigações de Mandrake que o levaram para Bolívia também o levaram a encabeçar uma vasta lista de pessoas que são consideradas para uma espécie de queima de arquivo.
Assim podemos concluir o obvio, todos os assassinatos foram queima de arquivo, mas os porquês não vou contar, terá que ler e descobrir, além é claro de descobrir o que acontece com Mandrake suas mulheres e seu sócio Wexler.
RECOMENDADÍSSIMO!!!!
Contra Capa:
Apenas a letra P, traçada a ponta de faca no rosto de uma prostituta assassinada. “Não haveria impressões digitais, testemunhas, quaisquer indícios que o identificassem. Apenas sua caligrafia.”
Para decifrar essa escrita perversa, o advogado Mandrake - um dos grandes personagens da nossa literatura contemporânea - lança-se em uma frenética aventura pelo lado sombrio da metrópole, enquanto, de mão em mão, as facas cumprem sua faina silenciosa e mortal.
Através de uma narrativa na qual se entrelaçam indissoluvelmente a trama policial, os círculos da alta sociedade, o submundo do crime e o desejo sexual, Rubem Fonseca compõe um grande romance, tão preciso e contundente em sua arte quanto uma aguçada lâmina de aço.
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