domingo, 26 de junho de 2016
Título original: Bala Na Agulha
Autor: Marcelo Rubens Paiva
Editora: Siciliano (atualmente o livro é editado bela Editora Objetiva)
Ano: 1992
Comprar: Nos seguintes sites: Amazon, Americanas, Submarino, Livraria Saraiva, Livraria Cultura e Livraria Folha


Resenha:

Na minha Inocência acreditava que Blecaute era o livro mais louco do Marcelo Rubens Paiva, mas enquanto relia Bala na Agulha para fazer essa resenha, percebi que minha memória não anda muito boa. Quando li o livro em 1993, não o achei tão maluco assim, na época não consegui perceber o quanto a história é ótima e cheia de possibilidades.

Como já era de se esperar o texto segue as mesmas linhas dos outros livros do autor, como um texto ágil, simples, claro e direto. Não gosto de classificar gêneros, mas para quem gosta, diria que é um romance policial com uma pitada de erotismo, mas nada extremo, pelo menos para os meus padrões.

É o básico: sexo, drogas e assassinato, misturado com a sujeira do mais alto escalão da política brasileira. É entretenimento puro. Basta abrir a primeira página e começar a se aventurar…

RECOMENDADÍSSIMO!!!



Contra Capa:

Enquanto ela estava no chão, amarrei a extremidade da corda no seu pulso. Fui arrastando-a para o quarto. Esperneou. Gritou (mesmo com o lenço preso na boca), mas ninguém ouviu. Coloquei-a na cama, joguei meu corpo sobre o dela e ameacei-a:
-- Vou usar esta faca se não colaborar!
-- Seus olhos azuis perderam o brilho que, antes, ela tinha me lançado. Agora, olhos vermelhos, olhar assustado, cheio de ódio.
-- Eu vou ser rápido. Costumo ficar a noite toda, mas hoje não posso, Um dia, se eu tiver a oportunidade, te explico…
Interrompi o discurso confiante lembrando que a cliente era ela, não eu; suas fantasias deveriam ser representadas, não as minhas; se alguém tinha o direito de desabafar, era ela, que pagava por isso.

Thomaz é um brasileiro que tenta a vida nos Estados Unidos. Ex-garoto de programa no Brasil, agora é um traficante de oportunidade em Nova York. Apesar da atividade de risco, Thomaz se aborrece numa vida sem emoções. Ele se sente estagnado, frustrado, e anseia, pela primeira vez em muitos anos, por uma mudança que o tire da mesmice. 

A agitação que tanto queria chega como um furacão, na forma de um recado na secretária eletrônica, e trazendo uma reviravolta de consequências perigosas para sua vida. Thomaz passa a ser perseguido e se vê envolvido num brutal assassinato em Manhattan. Acostumado ao submundo das drogas e da prostituição - mas também aos círculos mais requintados -, o jovem precisa escapar de uma grande conspiração que se armou contra ele. 

Ele pensa em voltar para o Brasil, mas não sabe o que o espera. Afinal, seu pai acaba de ser eleito primeiro-ministro. Mas isso não significa que seus problemas teriam fim - ao contrário, com sua volta para a casa dos pais, sua situação fica cada vez pior e o número de pessoas envolvidas não para de aumentar.



Sinopse:

Bala na agulha não é um romance fácil de classificar. É policial? É político, erótico? Não, Bala na agulha dispensa classificação. É um romance puro, de uma grandiosa simplicidade, escrito numa linguagem ácida, direta e veloz. É daqueles livros que o leitor não consegue largar. No país de Machado de Assis e Guimarães Rosa, é difícil que uma leitura despretensiosa e de entretenimento se imponha. Bala na agulha é uma aventura: o narrador, um traficante, se vê envolvido num assassinato em Nova York e é obrigado a fugir. De volta ao Brasil, descobre que seu pai é o novo herói da nação: foi eleito primeiro-ministro.

Marcelo Rubens Paiva reserva a seus leitores uma surpresa a cada obra. Começou em 1982 com Feliz ano velho, uma autobiografia precoce que fez muito sucesso no Brasil e no exterior. Enquanto todos esperavam que o autor continuasse na linha autobiográfica, surpreendeu em 1986 com a publicação de Blecaute, romance próximo ao realismo fantástico. Em 1989, investiu no teatro com a peça 525 linhas, para voltar ao romance com a publicação em 1990 de Ua: brari.

Bala na agulha é a nova surpresa de Paiva. O leitor reconhecerá, nas páginas do livro, semelhanças com fatos que marcaram a história recente do país: o submundo das drogas e da prostituição em simbiose com as mais altas esferas do poder.

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