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terça-feira, 24 de março de 2015
11:19
| Postado por
Adriana de Jesus Fogaça
Título: Menino de Engenho
Autor: José Lins do Rego
Editora: José Olympio
Ano: 1989
Comprar: Nos seguintes sites: Americanas, Submarino, Livraria Saraiva, Livraria Cultura e Livraria Folha.
Resenha:
Menino do Engenho é um clássico da Literatura brasileira. Com uma linguagem coloquial muito incomum para época que foi escrito. E com um lirismo típico dos livros de memórias e por fim uma certa melancolia.
Carlinhos que perde a mãe e o pai de forma trágica. É levado para o engenho do avô materno para ser criado pela família e agregados.
O texto sem dúvida é uma aula de História, pois Carlinhos vai narrar a vida que levou (pois são as memórias de um adulto) no engenho. E assim descrevendo a relações dos senhores de engenho, com suas famílias e com os negros ex-escravos (apesar destes escravos livres manterem a condição de servidão).
Não pense que é uma aula maçante ou desagradável pelo contrário, é um delicioso romance, com histórias mirabolantes e com imagens belíssimas de um período, de uma época.
RECOMENDADÍSSIMO!!!
Contra Capa:
Junto com "A bagaceira", de José Américo de Almeida, e "O Quinze", de Raquel de Queiroz, "Menino de engenho" representa a ponta de lança do chamado ciclo nordestino do romance de 30.
Livro de estréia do mestre paraibano, "Menino do engenho é a saga da infância de Zé Lins, menino de engenho ele próprio, tal como seu personagem criado no Engenho Corredor, sob a tutela amorosa do avô e dos tios.
Esta edição de "Menino de engenho" precede o lançamento, a ser feito em breve pela José Olympio Editora, da obra completa de José Lins do Rego.
Sinopse:
A MENSAGEM LITERÁRIA
DE JOSÉ LINS DO REGO
CONSAGRADA PELA CRÍTICA
"Em 1932, a publicação de "Menino de engenho" era uma revelação. Revelação de um romancista que nascia feito e que em anos sucessivos, até 1936 - com "Doidinho, Bangüe, O moleque Ricardo e Usina" -, nos dava esse imortal "ciclo da cana-de-açúcar", que o consagraria como o Balzac do nosso patriarcalismo moribundo.
A força desse novo romancista, filho do sertão paraibano e impregnado de espírito nordestino, era refletir no seu enorme mural um problema social tipicamente nosso, a agonia de uma casta, o fim do patriarcado rural, o desmoronamento de um mundo. Assim como Balzac estudara, nos seus romances, a formação da grande burguesia em França no início do século XIX, e Proust, a decadência da nobreza e dessa grande burguesia, no fim do século - o nosso sertanejo do Pilar, filho desse patriarcado rústico, vinha refletir nos painéis do seu grande mural a morte dos bangües, a agonia dos engenhos, o domínio crescente das usinas, em suma a desumanização da economia pela mecanização da lavoura e com isso a ruína do patriarcado e a dispersão de um povo, descendente dos escravos de outrora, e ainda não fixado no trabalho livre."
TRISTÃO DE ATHAYDE
sexta-feira, 6 de março de 2015
19:03
| Postado por
Adriana de Jesus Fogaça
Título: Memórias de um Gigolô
Autor: Marcos Rey
Editora: Companhia das Letras
Ano: 2003
Comprar: No seguinte site: Livraria Folha
Resenha:
Um dos meus autores preferidos, tanto na infância quanto agora na fase adulta. Apesar de que nunca vou amadurecer, vou ser eternamente uma criança.
Marcos Rey foi um paulistano que soube como ninguém retratar a nossa São Paulo e sua gente.
Todos os texto de Marcos fluem com uma linguagem fácil e muito ritmo. O autor é direto, sem muito floreio. Texto repleto de ironia, senso crítico e com muito humor. Muitas vez nós pegamos rindo ou gargalhando durante a leitura.
Neste livro, os personagens são dinâmicos, envolventes, nos cativam na primeira aparição. Mariano, por exemplo, narrador da história, não esconde nada, deixa claro seus erros, suas fraquezas, suas mesquinharia é um personagem totalmente envolvente, engraçado e ao mesmo tempo terrível.
Apesar da história falar do mundo da prostituição, o livro não é pornográfico ou ofensivo. Há um certo lirismo, poesia e um final surpreendente.
Sem dúvida é um livro que vai te surpreender.
RECOMENDADÍSSIMO!!!
Contra Capa:
"Fazendo breve exame de consciência não posso me considerar um fracasso total" - é com essa confissão bem-humorada que Mariano, o herói deste romance, abre suas memórias. Criado pela cartomante Antonieta, Mariano era ainda um menino quando sua protetora morreu. Foi então adotado por Madame Iara, mulher elegante e bem relacionada, dona de um bordel de primeira classe. Começava aí uma promissora carreira de redator de bordéis que só seria interrompida para Mariano triunfar no boas-fondue paulistano do anos 30, já na condição de "rei da noite".
Esta é a crônica de uma cidade que morreu antes de ser conhecida de fato; uma São Paulo que destoa da imagem diurna e exuberante dos cartões-postais, e que resiste através da ficção. Nesta reconstrução literária dos tempos áureos da boemia, sobrevivem os tipos ordinários, as paixões lancinantes, as situações cômicas e os espaços esfumaçados - mas resiste, sobretudo, o prazer de escrever (e de ler) uma história bem contada, especialidade máxima de Marcos Rey.
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