quarta-feira, 4 de novembro de 2015
Título: O Pêndulo da Noite
Autor: Marcos Rey
Editora: Global
Ano: 2005
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Resenha:

Este livro nos apresenta 6 contos de um realismo crítico. Marca registrada do maravilhoso e genial Marcos Rey. O autor nos presenteia com estórias urbanas, onde os personagens podem até tentar fantasiar a realidade, mas no final está se instala de forma visceral.

Vamos aos contos:


Mustang cor-de-sangue
Para Antônio Ghigonetto
O escriba tenta de todas as formas passar a perna no seu amado chefinho, mas como diz o ditado: alegria de pobre dura pouco. Nunca se deve desmerecer aquele que te proporciona estabilidade e um teto. Só podia dar em confusão.

O dicionarista
Para Egídio Ecio
Coitado do JB, alguém deveria ter lhe dado alguns conselhos, principalmente, que nunca se deve contar para uma mulher inteligente suas maiores preocupações. Porque esta vai querer solucionar todos os teu problemas. E outra coisa, às vezes o que mais se deseja está no quarto da empregada.

Eu e meu fusca
Para Edwaldo Pacote
Nossa, estou supresa, fiquei tão atenta a estória do fusca, que não percebi os nuances, o que se passava nas estrelinhas, marquei bobeira. A perversão e o crime estão em todos os lugares, as pessoas são capazes de tudo para se divertir de forma bizarra.

Venha, mas venha com Kelene
Para Porfírio Carneiro
Tudo é fugaz. Os artistas são de uma sensibilidade à flor da pele, necessitam de qualquer novidade para distraí-los ou para inspirá-los. A aura de glamour faz com que as pessoas comuns perdão o bom senso e a noção da realidade.

O bolha
Para Deivi Rose Alves e Sebastião Campos
Só poderia ser um bolha, não deveria ter caído naquela conversa mole, qualquer um com o mínimo de esperteza teria percebido qual era o verdadeiro objetivo daquela estranha turminha. O pior é que ele ficou contente de ser enganado, feito de trouxa, só porque beijou a mulher do safado se sentiu vingado, e acreditou que o safado tenha ficado com ciúmes. Há tanta gente doida, Senhor do Céu!!!

O cão da meia-noite
Para Virgínia Ebony Spots
um ser humano da família dos dálmatas
Meu Deus!!! Que jornalista mais solitário e obsessivo. Ficou óbvio que a estória se encaminhava para um final do gênero, mas esperava algo mais comum, sem tanto drama e planejamento. Que jornalista maluquete.



Contra Capa:

As histórias de "O pêndulo da noite" caminham a um passo do pitoresco, sem, contudo, perderem a marca profunda do realismo crítico de Marcos Rey.

Este livro contém em si a essência da sociedade que se encontra por trás de aparentes aventuras e desventuras urbanas: a brutalidade das engrenagens sociais, o descontentamento profissional, a solidão coletiva e irremediável, a subvida em apartamentos minúsculos, a dor indefinível que caracteriza as relações humanas - e o ser humano, lutando com unhas e dentes, tentando sobreviver à passagem dos minutos, das horas, de sua existência obscura.



Sinopse:

"Este livro, O pêndulo da noite, contém em si uma essência de representação da própria sociedade que está por detrás dessas aparentes aventuras e desventuras urbanas: a brutalidade da máquina engolindo o homem no massacre da cidade grande; o permanente descontentamento diante da vida que acompanha escribas e fariseus, ajustados e desajustados, pacatos e espertos, moradores de pensões pobres e solitários em minúsculos apartamentos e caixotins humanos, assaltantes e assaltados; a solidão coletiva, burlesca e irremediável; a dor indefinível, arisca e contínua que vergasta e caracteriza este formigueiro atual, também chamado civilização de quarto-e-sala - a nossa subvida de quitinete, neurotizante e insuportável até para cães, gatos, papagaios e animais domésticos outros.

O pêndulo da noite, apesar de todo o fascínio e de tramas perduráveis na mente do leitor, tem a força de uma denúncia. É um livro que não se estabelecerá no seu lugar de destaque graças a um bom comportamento.

Antes chegará a ele aos trompaços, sócios e pontapés, exatamente como as coisas estão acontecendo no mundo urbano brasileiro, neste formigueiro humano onde os homens se ralam dolorosa e assanhadamente, na luta pela sobrevivência.

João Antônio 

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